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| Ricardo Vidal |
ViDaLiZaNdO...
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terça-feira, 24 de março de 2020
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Poesia e Direito
A poesia é solta
O direito é rígido
A poesia é leve
O direito é pesado
Entre o encantamento livre
E a imagem da autoridade regrada
Há o caminho para a flor e a espada andarem de
mãos dadas
A espada clama por suas pétalas perfumadas
A flor desafia as estruturas de suas lâminas
afiadas
Pode entre flor e espada
nascer duas criaturas apaixonadas?
nascer duas criaturas apaixonadas?
sábado, 27 de abril de 2019
A Senda
Viajar mares
Há mares ondas ondas lares
Há casas malas bares
Mala bares
Terra para poetas
Alegria dos palmares
Sorri só ri sorrindo
Mala bares onda onda
Casas lares ares ares
Camping fogueira vereda mor dos sonhos
- A sendaHá mares ondas ondas lares
Há casas malas bares
Mala bares
Terra para poetas
Alegria dos palmares
Sorri só ri sorrindo
Mala bares onda onda
Casas lares ares ares
Camping fogueira vereda mor dos sonhos
terça-feira, 23 de abril de 2019
sexta-feira, 19 de abril de 2019
domingo, 31 de março de 2019
terça-feira, 22 de maio de 2018
A Flor do Homem
A essa ilustre desconhecida
dedico todo o meu amor
a essa pessoa embrutecida
faço preces ao teu resplendor
a semente da compaixão que brotou em ti
faço desbrochar em mim
E com pedra e espinho
Entre o resplendor do sol
E na clareza da mãe lua
nasce uma mulher sagrada
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Poeta
Toda
palavra é cara
Quero respeitar o meu silêncio
Nada é tão rudimentar
Como o uso da palavra tosca
Por meio da escrita
Construo versos
Exerço a minha função
Poeta é um ser repleto
De coisas que precisam de voz
A expressão contamina a tua sina
E o seu momento é o da magia
A magia que fascina
E que vislumbra as bordas do verbo.
Cada momento tem o seu status
Cabe ao poeta-observador acolher
os sentimentos vivos e entender
Suas reais necessidades para
Corresponder ao pedido de amor
Amor que deveras sente
Amor que deveras consente
E que se deixa levar pelo vestígio
Do sorriso mais cristalino.
Quero respeitar o meu silêncio
Nada é tão rudimentar
Como o uso da palavra tosca
Por meio da escrita
Construo versos
Exerço a minha função
Poeta é um ser repleto
De coisas que precisam de voz
A expressão contamina a tua sina
E o seu momento é o da magia
A magia que fascina
E que vislumbra as bordas do verbo.
Cada momento tem o seu status
Cabe ao poeta-observador acolher
os sentimentos vivos e entender
Suas reais necessidades para
Corresponder ao pedido de amor
Amor que deveras sente
Amor que deveras consente
E que se deixa levar pelo vestígio
Do sorriso mais cristalino.
Para
ser poeta-poemante
É preciso que cada sonho
Tenha seu próprio tamanho
Que enxergue no suspiro infinito
O nascer da vida aconchegada
no horizonte místico
Do despertar da força da primavera.
É preciso que cada sonho
Tenha seu próprio tamanho
Que enxergue no suspiro infinito
O nascer da vida aconchegada
no horizonte místico
Do despertar da força da primavera.
Os
primeiros passos
Da aurora do futuro
Pertence ao poeta
Que ama, cuida e busca
E por isso mesmo
Quer levar a magia
Para que possa emergir o encanto de uma nova poesia
Pertence ao poeta
Que ama, cuida e busca
E por isso mesmo
Quer levar a magia
Para que possa emergir o encanto de uma nova poesia
quinta-feira, 16 de março de 2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
domingo, 18 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
O DESEMBARQUE
Tem horas mesmo
Que penso
Que a morte digna
É a morte que se pode escolher
A dignidade é a absoluta propriedade
Que não se vende
E não se compra
E isso me entristece
Ficar entre o vão
Do trem e a plaforma
Sem o risco de ficar
Ou correndo o risco de partir
Vou assim mesmo
Nessa obscura trilha
Entre o trem e a plataforma
A verdade está lá fora
E o abismo está aqui dentro
Nesse momento que busco
A autoempatia e a autoaceitação
Busco um mundo onde sou amasiado consigo mesmo
Apesar de saber
Que andar através do destino
Me põe no trilho do meio fio
Perdi o bom senso
Quando meu senso
Se tornou um contra senso
E tudo que ouço falar
Me dói como uma verdade
E tudo que não se fala
Me dói como uma vaidade
E ainda assim
Desfilando no cotidiano sigo
atravessando meu destino
Quando na verdade o meu destino, sim
Meu destino está fora da estação
Que penso
Que a morte digna
É a morte que se pode escolher
A dignidade é a absoluta propriedade
Que não se vende
E não se compra
E isso me entristece
Ficar entre o vão
Do trem e a plaforma
Sem o risco de ficar
Ou correndo o risco de partir
Vou assim mesmo
Nessa obscura trilha
Entre o trem e a plataforma
A verdade está lá fora
E o abismo está aqui dentro
Nesse momento que busco
A autoempatia e a autoaceitação
Busco um mundo onde sou amasiado consigo mesmo
Apesar de saber
Que andar através do destino
Me põe no trilho do meio fio
Perdi o bom senso
Quando meu senso
Se tornou um contra senso
E tudo que ouço falar
Me dói como uma verdade
E tudo que não se fala
Me dói como uma vaidade
E ainda assim
Desfilando no cotidiano sigo
atravessando meu destino
Quando na verdade o meu destino, sim
Meu destino está fora da estação
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
sexta-feira, 29 de julho de 2016
quinta-feira, 28 de julho de 2016
quarta-feira, 27 de julho de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
sexta-feira, 15 de julho de 2016
domingo, 10 de julho de 2016
sábado, 9 de julho de 2016
Sujeitos Psicométricos
Sujeitos psicométricos,
onde põe teus estigmas?
A representação do
"eu" e "nós" na vida cotidiana?
Ser símbolo de pensamentos
abstratos, condensados, evaporados e depois novamente reificados.
- A linha do cafezinho quente:
transbordando a borda do conhecimento...
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Maquinário
O cérebro é um redutor.
A máquina é produto da mente reduzida.
O foco é o escopo de um simples processo.
A demanda visa apenas atender necessidades individuais.
Eis a parafernália de sujeitos psicométricos.
Eis o maquinário do que já foi imaginário.
E que jaz no pino e no minério.
A máquina do sujeito homem cabeça-de-lata.
A cabeça de lata do homem sujeito à máquina.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Não Por Acaso
Tem tempo que não se conta
Vento que não se mede
Não por acaso
Há sempre movimento
Quantos números são necessários?
Quantos cálculos serão úteis?
Não por acaso
Há diversidade
Quantas operações correntes?
Quantos procedimentos ao aderente?
Não por acaso
Há tensão
Quantas joias preciosas?
Quantos enigmas onerosos?
Não por acaso
Há valores
Quantas pessoas não se encontram?
Quantas relações que se ocultam?
Não por acaso
Há solidão
Quanto do tempo foi contado?
Quanto do vento nos foi levado?
Não por acaso
Há sempre movimento, lembra?
Quantas vidas foram vividas?
Quantas barreiras foram vencidas?
Não por acaso
domingo, 24 de janeiro de 2016
Quintaneando
Estes que aí estão
com ímpeto e veia poética
discutindo se passarão
ou se passarinho
eles voarão
nóis tá nu ninho
com ímpeto e veia poética
discutindo se passarão
ou se passarinho
eles voarão
nóis tá nu ninho
domingo, 3 de janeiro de 2016
segunda-feira, 20 de julho de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Poemantes
Nos
descobrir com palavra
Beijar nas entrelinhas do nosso ritmo
Unir versos ao delicado fado
Poemamo-nos!
Beijar nas entrelinhas do nosso ritmo
Unir versos ao delicado fado
Poemamo-nos!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Dança dos fulozeiros
É o ritmo que se deixa levar pelas formas...?
ou as formas que se deixam balançar pelo ritmo?
E esse íntimo que se mostra aqui fora...?
mas que aqui fora adentrou meu íntimo!?
Escolher apenas se envolver...?
ou se envolver apenas pra saber o que escolher?
Pra essa estranha maneira de se olhar
que enxergue além dos olhos!
Ou pra esse olhar de maneira estranha
que olhe além do que se vê!
Nosso gingado não prende paredes
nem paredes prendem o que pode acontecer
Entre olhares particulares...
e as particularidades do olhar...
Um lírico beijo nos torna par
Entre olhares particulares...
e as particularidades do olhar...
Um lírico beijo nos torna par
e revira pelo avesso tudo aquilo que não é desejo
Nessa dança entre versos sem contexto e seus beijos
Nessa dança entre versos sem contexto e seus beijos
falar é controverso explicar é contra o verso
Amar é poesia que meus olhos querem ver
Amar é poesia que meus olhos querem ver
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Ampulheta Humana
É preciso tempo para se ter forma
para preencher as lacunas do próprio tempo
ser suficientemente rocha
para não ser levado pelo vento
mas corpo é massa amorfa
dissolvendo-se no próprio movimento
luta-se para não se perder
da própria forma já em detrimento
O peso de se olhar para o alto
move a cabeça e o pescoço para o assoalho
reduzindo-os em corpóreos sedimentos
em um inestático amontoado
A gravidade age sobre os detritos do corpo
despejando na ampulheta humana
o tempo que ainda se resta
para se ter forma
É preciso ser rocha e lutar contra o vento
para proteger as lacunas do corpo arenoso
ser suficientemente forte
para não ser aspirado pelo anjo da morte.
para preencher as lacunas do próprio tempo
ser suficientemente rocha
para não ser levado pelo vento
mas corpo é massa amorfa
dissolvendo-se no próprio movimento
luta-se para não se perder
da própria forma já em detrimento
O peso de se olhar para o alto
move a cabeça e o pescoço para o assoalho
reduzindo-os em corpóreos sedimentos
em um inestático amontoado
A gravidade age sobre os detritos do corpo
despejando na ampulheta humana
o tempo que ainda se resta
para se ter forma
É preciso ser rocha e lutar contra o vento
para proteger as lacunas do corpo arenoso
ser suficientemente forte
para não ser aspirado pelo anjo da morte.
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| Conceito IDA: uma nova metodologia de criação artística |
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Organismo Incendiário
Isto posto
pra sentir meu gosto
e me envolver contigo
da barriga ao rosto
da bochecha ao umbigo
nesse nosso enrosco
de você comigo
quer explodir todos os sentidos
Isto posto
nos lábios soltos
entre meu rugido
e teu gemido
no suor do corpo
escorrendo o gozo
entre as coxas e contornos
quer explodir todos os poros
Isto posto
no calor do corpo
entre a pele e o libido
no êxtase dos sentidos
no universo envolto
no calor do corpo
entre a pele e o libido
no êxtase dos sentidos
no universo envolto
terça-feira, 14 de outubro de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Poetas Skatistas
Poetas skatistas
deslizam nas palavras
verbalizam adrenalina
escrevem nas calçadas
Nas ruas: bueiros
deslizam nas palavras
verbalizam adrenalina
escrevem nas calçadas
Nas ruas: bueiros
há que pulá-los
nos muros cinzentos
há que pintá-los
Superar barreiras rasgando por
Superar barreiras rasgando por
todos os lados
livres como o vento
livres como o vento
não há como pará-los
Todo skatista
Todo skatista
é um poeta da
subversão
na linha tênue
entre o risco e a emoção
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
ViDaLiZanDo...
Já fui punk
bruxo libertário
andarilho
hinduísta visionário
Já fui filósofo
cientista social
acadêmico
jurista marginal
Já fui poeta: artísta
já fui atleta: skatista
já fui asceta: niilista
já visitei lugares onde cabe
meu ponto de vista
Já busquei o olhar instantâneo de lucidez
perante todos os fenômenos
já me embriaguei de vinho, de poesia e de virtude
como um bom Flêuner baudelariano
Já me envolvi nos braços
do meu ledo engano
já chorei todas as lágrimas
do oceano
Já não vejo mais razão
em deixar de ser
um simples experimentalista:
a cada sonho uma nova conquista!
Já não vejo mais razão
em deixar de ser
um mero amorquista:
que todo amor resista, persista!
E assim vou seguindo
de plano em plano
eis me aqui:
ViDaLiZaNdO...
sábado, 7 de junho de 2014
Gratidão Paulistana
Estamos tão habituados a ver a
multidão
se esbarrando sem a devida
preocupação com o próximo
que hoje quando vejo uma pessoa
atenta
pedindo desculpas por ter se
esbarrado
em outra sem querer
sinto vontade de lhe dizer
obrigado domingo, 13 de outubro de 2013
A Sociedade dos Poetas da Gruta
No nosso cantinho escuro e encoberto
o inesperado espera ser descobertoa emoção dissolve-se em doces firmamentos
compondo harmonicamente
os laços entre os vivos sentimentos.
-O sarau convida cada palavra
a estar conectada ao seu poeta oculto
que desenha a própria arte iluminada.
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